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Leitura do dia 201
Provérbios 24–26
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1
Não tenhas inveja dos homens malignos, nem desejes estar com eles.
2
Porque o seu coração medita a rapina, e os seus lábios falam a malícia.
3
Com a sabedoria se edifica a casa, e com o entendimento ela se estabelece;
4
E pelo conhecimento se encherão as câmaras com todos os bens preciosos e agradáveis.
5
O homem sábio é forte, e o homem de conhecimento consolida a força.
6
Com conselhos prudentes tu farás a guerra; e há vitória na multidão dos conselheiros.
7
A sabedoria é demasiadamente alta para o tolo, na porta não abrirá a sua boca.
8
Àquele que cuida em fazer mal, chamá-lo-ão de pessoa danosa.
9
O pensamento do tolo é pecado, e abominável aos homens é o escarnecedor.
10
Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena.
11
Se tu deixares de livrar os que estão sendo levados para a morte, e aos que estão sendo levados para a matança;
12
Se disseres: Eis que não o sabemos; porventura não o considerará aquele que pondera os corações? Não o saberá aquele que atenta para a tua alma? Não dará ele ao homem conforme a sua obra?
13
Come mel, meu filho, porque é bom; o favo de mel é doce ao teu paladar.
14
Assim será para a tua alma o conhecimento da sabedoria; se a achares, haverá galardão para ti e não será cortada a tua esperança.
15
Não armes ciladas contra a habitação do justo, ó ímpio, nem assoles o seu lugar de repouso,
16
Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão no mal.
17
Quando cair o teu inimigo, não te alegres, nem se regozije o teu coração quando ele tropeçar;
18
Para que, vendo-o o Senhor, seja isso mau aos seus olhos, e desvie dele a sua ira.
19
Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos ímpios,
20
Porque o homem maligno não terá galardão, e a lâmpada dos ímpios se apagará.
21
Teme ao Senhor, filho meu, e ao rei, e não te ponhas com os que buscam mudanças,
22
Porque de repente se levantará a sua destruição, e a ruína de ambos, quem o sabe?
23
Também estes são provérbios dos sábios: Ter respeito a pessoas no julgamento não é bom.
24
O que disser ao ímpio: Justo és, os povos o amaldiçoarão, as nações o detestarão.
25
Mas para os que o repreenderem haverá delícias, e sobre eles virá a bênção do bem.
26
Beijados serão os lábios do que responde com palavras retas.
27
Prepara de fora a tua obra, e aparelha-a no campo, e então edifica a tua casa.
28
Não sejas testemunha sem causa contra o teu próximo; e não enganes com os teus lábios.
29
Não digas: Como ele me fez a mim, assim o farei eu a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra.
30
Passei pelo campo do preguiçoso, e junto à vinha do homem falto de entendimento,
31
Eis que estava toda cheia de cardos, e a sua superfície coberta de urtiga, e o seu muro de pedras estava derrubado.
32
O que eu tenho visto, o guardarei no coração, e vendo-o recebi instrução.
33
Um pouco a dormir, um pouco a cochilar; outro pouco deitado de mãos cruzadas, para dormir,
34
Assim te sobrevirá a tua pobreza como um vagabundo, e a tua necessidade como um homem armado.
Provérbios 25
Versão: ACF
1
Também estes são provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá.
2
A glória de Deus está nas coisas encobertas; mas a honra dos reis, está em descobri-las.
3
Os céus, pela altura, e a terra, pela profundidade, assim o coração dos reis é insondável.
4
Tira da prata as escórias, e sairá vaso para o fundidor;
5
Tira o ímpio da presença do rei, e o seu trono se firmará na justiça.
6
Não te glories na presença do rei, nem te ponhas no lugar dos grandes;
7
Porque melhor é que te digam: Sobe aqui; do que seres humilhado diante do príncipe que os teus olhos já viram.
8
Não te precipites em litigar, para que depois, ao fim, fiques sem ação, quando teu próximo te puser em apuros.
9
Pleiteia a tua causa com o teu próximo, e não reveles o segredo a outrem,
10
Para que não te desonre o que o ouvir, e a tua infâmia não se aparte de ti.
11
Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.
12
Como pendentes de ouro e gargantilhas de ouro fino, assim é o sábio repreensor para o ouvido atento.
13
Como o frio da neve no tempo da sega, assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam; porque refresca a alma dos seus senhores.
14
Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba falsamente de dádivas.
15
Pela longanimidade se persuade o príncipe, e a língua branda amolece até os ossos.
16
Achaste mel? come só o que te basta; para que porventura não te fartes dele, e o venhas a vomitar.
17
Não ponhas muito os pés na casa do teu próximo; para que se não enfade de ti, e passe a te odiar.
18
Martelo, espada e flecha aguda é o homem que profere falso testemunho contra o seu próximo.
19
Como dente quebrado, e pé desconjuntado, é a confiança no desleal, no tempo da angústia.
20
O que canta canções para o coração aflito é como aquele que despe a roupa num dia de frio, ou como o vinagre sobre salitre.
21
Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sede, dá-lhe água para beber;
22
Porque assim lhe amontoarás brasas sobre a cabeça; e o Senhor to retribuirá.
23
O vento norte afugenta a chuva, e a face irada, a língua fingida.
24
Melhor é morar só num canto de telhado do que com a mulher briguenta numa casa ampla.
25
Como água fresca para a alma cansada, tais são as boas novas vindas da terra distante.
26
Como fonte turvada, e manancial poluído, assim é o justo que cede diante do ímpio.
27
Comer mel demais não é bom; assim, a busca da própria glória não é glória.
28
Como a cidade derrubada, sem muro, assim é o homem que não pode conter o seu espírito.
Provérbios 26
Versão: ACF
1
Como a neve no verão, e como a chuva na sega, assim não fica bem para o tolo a honra.
2
Como ao pássaro o vaguear, como à andorinha o voar, assim a maldição sem causa não virá.
3
O açoite é para o cavalo, o freio é para o jumento, e a vara é para as costas dos tolos.
4
Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia; para que também não te faças semelhante a ele.
5
Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus próprios olhos.
6
Os pés corta, e o dano sorve, aquele que manda mensagem pela mão dum tolo.
7
Como as pernas do coxo, que pendem flácidas, assim é o provérbio na boca dos tolos.
8
Como o que arma a funda com pedra preciosa, assim é aquele que concede honra ao tolo.
9
Como o espinho que entra na mão do bêbado, assim é o provérbio na boca dos tolos.
10
O Poderoso, que formou todas as coisas, paga ao tolo, e recompensa ao transgressor.
11
Como o cão torna ao seu vômito, assim o tolo repete a sua estultícia.
12
Tens visto o homem que é sábio a seus próprios olhos? Pode-se esperar mais do tolo do que dele.
13
Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas.
14
Como a porta gira nos seus gonzos, assim o preguiçoso na sua cama.
15
O preguiçoso esconde a sua mão ao seio; e cansa-se até de torná-la à sua boca.
16
Mais sábio é o preguiçoso a seus próprios olhos do que sete homens que respondem bem.
17
O que, passando, se põe em questão alheia, é como aquele que pega um cão pelas orelhas.
18
Como o louco que solta faíscas, flechas, e mortandades,
19
Assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira.
20
Sem lenha, o fogo se apagará; e não havendo intrigante, cessará a contenda.
21
Como o carvão para as brasas, e a lenha para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas.
22
As palavras do intrigante são como doces bocados; elas descem ao mais íntimo do ventre.
23
Como o caco de vaso coberto de escórias de prata, assim são os lábios ardentes com o coração maligno.
24
Aquele que odeia dissimula com seus lábios, mas no seu íntimo encobre o engano;
25
Quando te suplicar com voz suave não te fies nele, porque abriga sete abominações no seu coração,
26
Cujo ódio se encobre com engano, a sua maldade será exposta perante a congregação.
27
O que cava uma cova cairá nela; e o que revolve a pedra, esta voltará sobre ele.
28
A língua falsa odeia aos que ela fere, e a boca lisonjeira provoca a ruína.
