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Leitura do dia 295
Marcos 1–3
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1
Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus;
2
Como está escrito nos profetas: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti.
3
Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas.
4
Apareceu João batizando no deserto, e pregando o batismo de arrependimento, para remissão dos pecados.
5
E toda a província da Judéia e os de Jerusalém iam ter com ele; e todos eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados.
6
E João andava vestido de pêlos de camelo, e com um cinto de couro em redor de seus lombos, e comia gafanhotos e mel silvestre.
7
E pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das suas alparcas.
8
Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo.
9
E aconteceu naqueles dias que Jesus, tendo ido de Nazaré da Galiléia, foi batizado por João, no Jordão.
10
E, logo que saiu da água, viu os céus abertos, e o Espírito, que como pomba descia sobre ele.
11
E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo.
12
E logo o Espírito o impeliu para o deserto.
13
E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o serviam.
14
E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galiléia, pregando o evangelho do reino de Deus,
15
E dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho.
16
E, andando junto do mar da Galiléia, viu Simão, e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores.
17
E Jesus lhes disse: Vinde após mim, e eu farei que sejais pescadores de homens.
18
E, deixando logo as suas redes, o seguiram.
19
E, passando dali um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco consertando as redes,
20
E logo os chamou. E eles, deixando o seu pai Zebedeu no barco com os jornaleiros, foram após ele.
21
Entraram em Cafarnaum e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava.
22
E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.
23
E estava na sinagoga deles um homem com um espírito imundo, o qual exclamou,
24
Dizendo: Ah! que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus.
25
E repreendeu-o Jesus, dizendo: Cala-te, e sai dele.
26
Então o espírito imundo, convulsionando-o, e clamando com grande voz, saiu dele.
27
E todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Que nova doutrina é esta? Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!
28
E logo correu a sua fama por toda a província da Galiléia.
29
E logo, saindo da sinagoga, foram à casa de Simão e de André com Tiago e João.
30
E a sogra de Simão estava deitada com febre; e logo lhe falaram dela.
31
Então, chegando-se a ela, tomou-a pela mão, e levantou-a; e imediatamente a febre a deixou, e servia-os.
32
E, tendo chegado a tarde, quando já se estava pondo o sol, trouxeram-lhe todos os que se achavam enfermos, e os endemoninhados.
33
E toda a cidade se ajuntou à porta.
34
E curou muitos que se achavam enfermos de diversas enfermidades, e expulsou muitos demônios, porém não deixava falar os demônios, porque o conheciam.
35
E, levantando-se de manhã, muito cedo, fazendo ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava.
36
E seguiram-no Simão e os que com ele estavam.
37
E, achando-o, lhe disseram: Todos te buscam.
38
E ele lhes disse: Vamos às aldeias vizinhas, para que eu ali também pregue; porque para isso vim.
39
E pregava nas sinagogas deles, por toda a Galiléia, e expulsava os demônios.
40
E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me.
41
E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo.
42
E, tendo ele dito isto, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo.
43
E, advertindo-o severamente, logo o despediu.
44
E disse-lhe: Olha, não digas nada a ninguém; porém vai, mostra-te ao sacerdote, e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho.
45
Mas, tendo ele saído, começou a apregoar muitas coisas, e a divulgar o que acontecera; de sorte que Jesus já não podia entrar publicamente na cidade, mas conservava-se fora em lugares desertos; e de todas as partes iam ter com ele.
Marcos 2
Versão: ACF
1
E alguns dias depois entrou outra vez em Cafarnaum, e soube-se que estava em casa.
2
E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta cabiam; e anunciava-lhes a palavra.
3
E vieram ter com ele conduzindo um paralítico, trazido por quatro.
4
E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico.
5
E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados.
6
E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo:
7
Por que diz este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?
8
E Jesus, conhecendo logo em seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações?
9
Qual é mais fácil? dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda?
10
Ora, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico),
11
A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa.
12
E levantou-se e, tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos.
13
E tornou a sair para o mar, e toda a multidão ia ter com ele, e ele os ensinava.
14
E, passando, viu Levi, filho de Alfeu, sentado na alfândega, e disse-lhe: Segue-me. E, levantando-se, o seguiu.
15
E aconteceu que, estando sentado à mesa em casa deste, também estavam sentados à mesa com Jesus e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o tinham seguido.
16
E os escribas e fariseus, vendo-o comer com os publicanos e pecadores, disseram aos seus discípulos: Por que come e bebe ele com os publicanos e pecadores?
17
E Jesus, tendo ouvido isto, disse-lhes: Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.
18
Ora, os discípulos de João e os fariseus jejuavam; e foram e disseram-lhe: Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, e não jejuam os teus discípulos?
19
E Jesus disse-lhes: Podem porventura os filhos das bodas jejuar enquanto está com eles o esposo? Enquanto têm consigo o esposo, não podem jejuar;
20
Mas dias virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão naqueles dias.
21
Ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha; doutra sorte o mesmo remendo novo rompe o velho, e a rotura fica maior.
22
E ninguém deita vinho novo em odres velhos; doutra sorte, o vinho novo rompe os odres e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; o vinho novo deve ser deitado em odres novos.
23
E aconteceu que, passando ele num sábado pelas searas, os seus discípulos, caminhando, começaram a colher espigas.
24
E os fariseus lhe disseram: Vês? Por que fazem no sábado o que não é lícito?
25
Mas ele disse-lhes: Nunca lestes o que fez Davi, quando estava em necessidade e teve fome, ele e os que com ele estavam?
26
Como entrou na casa de Deus, no tempo de Abiatar, sumo sacerdote, e comeu os pães da proposição, dos quais não era lícito comer senão aos sacerdotes, dando também aos que com ele estavam?
27
E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.
28
Assim o Filho do homem até do sábado é Senhor.
Marcos 3
Versão: ACF
1
E outra vez entrou na sinagoga, e estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada.
2
E estavam observando-o securaria no sábado, para o acusarem.
3
E disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te e vem para o meio.
4
E perguntou-lhes: É lícito no sábado fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar? E eles calaram-se.
5
E, olhando para eles em redor com indignação, condoendo-se da dureza do seu coração, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele a estendeu, e foi-lhe restituída a sua mão, sã como a outra.
6
E, tendo saído os fariseus, tomaram logo conselho com os herodianos contra ele, procurando ver como o matariam.
7
E retirou-se Jesus com os seus discípulos para o mar, e seguia-o uma grande multidão da Galiléia e da Judéia,
8
E de Jerusalém, e da Iduméia, e de além do Jordão, e de perto de Tiro e de Sidom; uma grande multidão que, ouvindo quão grandes coisas fazia, vinha ter com ele.
9
E ele disse aos seus discípulos que lhe tivessem sempre pronto um barquinho junto dele, por causa da multidão, para que o não oprimisse,
10
Porque tinha curado a muitos, de tal maneira que todos quantos tinham algum mal se arrojavam sobre ele, para lhe tocarem.
11
E os espíritos imundos vendo-o, prostravam-se diante dele, e clamavam, dizendo: Tu és o Filho de Deus.
12
E ele os ameaçava muito, para que não o manifestassem.
13
E subiu ao monte, e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele.
14
E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar,
15
E para que tivessem o poderde curar as enfermidades e expulsar os demônios:
16
A Simão, a quem pôs o nome de Pedro,
17
E a Tiago, filho de Zebedeu, e a João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que significa: Filhos do trovão;
18
E a André, e a Filipe, e a Bartolomeu, e a Mateus, e a Tomé, e a Tiago, filho de Alfeu, e a Tadeu, e a Simão, o Cananita,
19
E a Judas Iscariotes, o que o entregou.
20
E foram para uma casa. E afluiu outra vez a multidão, de tal maneira que nem sequer podiam comer pão.
21
E, quando os seus ouviram isto, saíram para o prender; porque diziam: Está fora de si.
22
E os escribas, que tinham descido de Jerusalém, diziam: Tem Belzebu, e pelo príncipe dos demônios expulsa os demônios.
23
E, chamando-os a si, disse-lhes por parábolas: Como pode Satanás expulsar Satanás?
24
E, se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode subsistir;
25
E, se uma casa se dividir contra si mesma, tal casa não pode subsistir.
26
E, se Satanás se levantar contra si mesmo, e for dividido, não pode subsistir; antes tem fim.
27
Ninguém pode roubar os bens do valente, entrando-lhe em sua casa, se primeiro não maniatar o valente; e então roubará a sua casa.
28
Na verdade vos digo que todos os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, e toda a sorte de blasfêmias, com que blasfemarem;
29
Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo
30
(Porque diziam: Tem espírito imundo).
31
Chegaram, então, seus irmãos e sua mãe; e, estando fora, mandaram-no chamar.
32
E a multidão estava assentada ao redor dele, e disseram-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos te procuram, e estão lá fora.
33
E ele lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos?
34
E, olhando em redor para os que estavam assentados junto dele, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos.
35
Porquanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe.
